PORTO DE SANTOS TERÁ 1ª BASE DO PRÉ-SAL EM JULHO

A primeira base paulista de apoio logístico à exploração da camada pré-sal da Bacia de Santos iniciará as atividades em julho próximo. O anúncio foi feito pela companhia italiana Saipem, responsável pelo empreendimento, ontem, durante solenidade de assinatura de um protocolo de intenções com a Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, na sede da pasta, na Capital.

A unidade será erguida no antigo terreno da mineradora Nobara, no Centro Industrial e Naval de Guarujá (Cing), próximo à entrada do Porto de Santos, em frente à Ponta da Praia. E em uma primeira fase, irá armazenar e embarcar dutos submarinos para abastecer plataformas e sondas na costa.

O protocolo prevê a cooperação da pasta para a implantação da base em Guarujá. É o primeiro resultado concreto do esforço empreendido pelo Governo de São Paulo para vencer a concorrência de outros estados e atrair empreendimentos da cadeia de petróleo e gás.

Nesta primeira etapa, a Saipem investirá R$ 17 milhões para ocupar 92 mil metros quadrados da área. Também serão contratados 50 profissionais.

A instalação da unidade custará, no total, cerca de US$ 300 milhões (valor que inclui o preço pago na compra do terreno de 354 mil metros quadrados), liberados à medida que cada fase der resultados financeiros. Quando totalmente implantada, a base irá gerar 1.000 empregos.

O projeto tornou-se público em 10 de outubro passado, com a publicação de um comunicado ao mercado (fato relevante) pela Saipem.

Uma das grandes novidades do projeto é a parceria com a estatal Desenvolvimento Rodoviário S. A. (Dersa), do Governo do Estado, para a utilização das balsas que atualmente operam na travessia de carros entre Santos e Guarujá. Em um horário noturno e de menor movimento de veículos entre as duas cidades, as embarcações levarão caminhões carregados de Santos até a base da Saipem, utilizando uma nova rota (ainda não traçada) para o transporte de insumos.

Estas mercadorias – em um primeiro momento, fala-se apenas em dutos submarinos – depois serão embarcadas em navios de apoio (PSVs, na sigla em inglês), que as levarão até plataformas e sondas na costa.

Créditos: Carlos Nogueira

Área que pertencia à mineradora Nobara receberá a base de apoio e o centro de tecnologia da Saipem

O uso das balsas para o transporte de cargas, algo inédito na região, é necessário porque a Prefeitura de Guarujá proíbe a passagem de caminhões pela região do Cing, uma medida tomada para evitar distúrbios aos moradores dos bairros vizinhos. “Guarujá tem uma estrutura rodoviária não exatamente pensada para grandes indústrias naquela região”, disse o CEO da Saipem do Brasil, Giorgio Martelli.

O executivo lembrou que um terminal marítimo de contêineres havia sido projetado para o espaço, mas não foi construído justamente pela dificuldade de acesso. Martelli destacou que a configuração do projeto da Saipem “é diferente” do antigo plano de ocupação da área, porque tem característica de “pouca carga”. Questionado a respeito da quantidade a ser movimentada entre as margens, Martelli afirmou que o projeto “é incipiente” e, portanto, não dispõe desta informação.

O acordo com a Dersa está fechado, mas ainda não foi definida a nova rota das balsas, nem o horário preciso em que essas travessias ocorrerão – embora é mais provável que sejam realizadas entre 0 e 5 horas da madrugada, conforme apurou a Reportagem.

Para receber as balsas, a base contará com um atracadouro próprio, localizado, possivelmente, à margem do Rio do Meio, mesma passagem aquaviária usada para acesso às marinas do Cing.

Segundo Martelli, a utilização de um trecho pequeno do Rio do Meio demandará um estudo específico sobre o tráfego no local, onde predominam, atualmente, pequenas embarcações de pesca e de recreio.

Em entrevista recente a A Tribuna, o diretor de Planejamento da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, previa a possibilidade de utilização do modal aquaviário – e consequentemente, do canal do Porto de Santos – para abastecimento da base da Saipem, anunciada somente agora. E explicou que, se isso se confirmasse, a administradora porto de Santos pediria à firma italiana informações a respeito do empreendimento.

Segunda etapa

Está “em fase de conclusão” o estudo de viabilidade técnica e econômica para a implantação de um centro de tecnologia e construção offshore no terreno de Guarujá. A instalação integrará uma espécie de segunda etapa do projeto, dividindo espaço com a base logística. “Temos um time de 50 pessoas mobilizado em Guarujá para estes estudos”, explicou Giorgio Martelli.

Este centro ocupará 240 mil metros quadrados de área e abrirá 900 postos de trabalho. Será utilizado, especialmente, para pesquisas voltadas à atividade offshore e ações mais especializadas, ainda indefinidas.

Fonte: A Tribuna

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